ARTIGO DE OPINIÃO: Amin está fora dos planos de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina?
Anotação riscada levanta dúvidas sobre articulações para 2026. Foto: Geraldo Magela |Agência Senado
Por Mari Costa – Jornalista Responsável
A política raramente se resume a discursos públicos. Muitas vezes, os sinais mais relevantes aparecem nos bastidores — e foi exatamente isso que chamou atenção nos últimos dias. O nome do senador Esperidião Amin (PP) apareceu riscado em anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre as eleições em Santa Catarina.
O registro, divulgado pela imprensa, gerou questionamentos imediatos. Estaria Amin fora da estratégia eleitoral do grupo ligado a Flávio Bolsonaro? Ou o risco no papel não passa de uma reorganização momentânea de nomes?
Na política, símbolos têm peso. Um nome riscado pode indicar descarte, mudança de prioridade ou simples revisão de cenário. Ainda assim, quando envolve uma liderança com trajetória consolidada como a de Amin — ex-governador, ex-deputado e atual senador — o gesto inevitavelmente ganha dimensão maior.
O episódio ocorre em meio às articulações para 2026, período em que partidos e lideranças começam a testar alianças e medir forças. Santa Catarina é considerada estratégica dentro do campo da direita, e a disputa por espaço tende a ser intensa. Nesse contexto, cada movimento é interpretado como sinalização política.
Não houve, até o momento, anúncio formal de rompimento ou exclusão. Porém, a ausência de explicações claras alimenta dúvidas. Se o nome foi riscado, houve mudança de plano? Houve divergência interna? Ou trata-se apenas de especulação a partir de um registro preliminar?
Em cenários eleitorais, decisões raramente são definitivas no primeiro momento. Candidaturas são lançadas, revistas e, por vezes, substituídas conforme pesquisas, alianças e estratégias evoluem. Ainda assim, quando um nome tradicional aparece fora de uma lista, a pergunta que surge é inevitável: houve perda de espaço político?
O eleitor acompanha. E, diante de sinais como esse, espera respostas objetivas. Porque, na política, o que começa como um simples risco no papel pode indicar uma redefinição maior no tabuleiro eleitoral.









